sábado, 5 de março de 2011

A carne desalmada


É na escuridão das trevas

Que traço estas linhas

Que não chamo poema

Mas, pode ser poesia


Se fosse poema

Poderia ser fingido

Esses rabiscos mal pensados

Revela o que sinto


No fundo do poço

Joguei minha alma

Que hoje padece

Por uma ação impensada


Não culpo a alma viva

Por tanto tormento

E minha punição

Será o isolamento


Distante de todos

Sem vida, sem alma

Decompor-se-á aos poucos

A carne desalmada


E o corpo receberá

Seu autocastigo

Por matar sua alma

Ao jogá-la no abismo


Ellen dos Santos Oliveira, Aracaju/SE- 03-2011

3 comentários:

  1. Ellen, gostei dos teus cursos pela buzzero. Fiz os cursos gratuitos, porque sou estudante ainda, mas não consigo imprimir os certificados. Ajude-me por favor!
    Rita Aparecida Adami

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  2. Olá Ellen,
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    Nilson

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  3. Ellen, nunca sabemos o quão autobiográfico é um texto em verso, mas digo que fiquei com o coração pesado, a mão que pressionou as teclas pareceu movida por um coração oprimido. Espero ler aqui poemas de dias de sol. Abraço amigo do blogueiro visitante! Feliz 2012!

    “Para o legítimo sonhador não há sonho frustrado, mas sim sonho em curso” (@JefhcardosoReal)

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