segunda-feira, 4 de junho de 2012

SABERES PEDAGÓGICOS E ATIVIDADE DOCENTE, DE SELMA GARRIDO PIMENTA (RESENHA)



PIMENTA, Selma Garrido. Saberes pedagógicos e atividade docente. 3ª Ed. São Paulo: Cortez, 2002.

Ellen dos Santos Oliveira

A obra, Saberes Pedagógicos e Atividade Docente, organizada pela professora Selma Garrido Pimenta reúne textos de professores universitários que abordam aspectos, princípios e saberes que agregam valor ao fazer pedagógico. Considerando de suma importância o processo em que se dá a relação professor/aluno, e a instituição como meio que se vincula como ambiente sistematizador e de gestão.
É uma obra que se destina a professores no exercício de sua profissão e professores ainda em formação. E é indicada para todos que desejam descobrir ou compreender quais os saberes pedagógicos necessários para uma pratica docente mais efetivamente transformadora. Nessa obra, os autores retratam a formação docente como ponto de partida para uma pedagogia que embora pautada no conhecimento deve considerar que é na prática cotidiana que se faz, presente, o ato docente. Essa prática docente pode permear por concepções distintas da pedagogia, contudo que leve o discente à libertação. Pois é através da educação que a sociedade pode ser transformada. O livro está dividido em oito capítulos:
No capítulo 1, Formação de professores: identidade e saberes da docência, : Selma Garrido Pimenta propôs-se estudar a construção da identidade profissional e os saberes da experiência adquirida no espaço docente.  Pimenta buscou consolidar novos saberes sobre os processos identitários e de construção de saberes por professores em suas práticas. As reflexões da autora apresentam caráter inconcluso.
No capítulo 2, Trabalho docente: autonomia didática e construção do saber pedagógico, : Sandra Azzi estudou o exercício da docência, a qualificação docente permeada pela práxis e suas contribuições para o saber pedagógico. A autora fez um estudo das condições dos professores em sua formação profissional e em seu trabalho docente considerando a unidade entre a teoria e a prática.
No capítulo 3, Concepções pedagógicas e emancipação humana: um estudo crítico, : Regina Maria G. Pereira Lopes fundamentou o estudo sobre a libertação do homem através da educação e a influência das concepções pedagógicas na construção do sujeito. O propôs  conhecer o trabalho educativo em uma realidade prática, afim de verificar se essa prática permite a possibilidade de transformação social ou a emancipação humana.
No capítulo 4, Juventude, escola e sociabilidade, : Maria Ornélia da Silveira Marques estudou a escola como espaço de socialização e como meio de busca dos jovens a sua identidade. A autora fez uma analise a fim de verificar  se os papeis assumidos pela escola, viabilizam transformar os jovens atores do meio social em construtores de suas identidades.
No capítulo 5, Educação e solidariedade: a pedagogia jesuítica hoje, : Luis Fernando Klein estudou a influência da educação jesuítica, seus paradigmas, princípios e valores. O autor fez uma associação das contribuições da pedagogia jesuítica as ciências da educação, propiciando a formação de homens e mulheres competentes e motivados a contribuir para a sociedade.
No capítulo 6, Os conceitos de público e privado e suas implicações na organização escolar, : Marlene de Oliveira Lobo Faleiro propôs um estudo que distingue aspectos da prática educacional e a experiência de gestão nas instituições públicas e privadas. A autora propôs uma reflexão sobre os discursos e práticas para entender seus sentidos e reflexos no trabalho em geral e, em especial, na escola pública.
No capítulo 7, Supervisão e avaliação institucional: construindo um caminho que reafirme o caráter público da educação, : Maria de Fátima B. Abdalla estudou a importância da supervisão e avaliação institucional dentro de uma reconstrução de significados possibilitando a produção do conhecimento. A autora discutiu as implicações da avaliação institucional.
No capítulo 8, Texto são e mente sã: um pacto de leitura, : Edson Nascimento Campos expôs um estudo sobre o processo literário como ação no espaço didático contribuindo para a construção do escritor e do leitor. O autor buscou relacionar a prática de leitura ao instrumento de ação político-ideológica-social.
A obra, em geral, trata da construção dos saberes necessários para a docência, permeando a práxis, as percepções pedagógicas na construção do sujeito, dentro de um espaço de socialização “a escola”. Abordou a educação jesuítica, comparou aspectos da gestão nas instituições públicas e privadas, retratou a importância da supervisão e avaliação institucional e analisou as contribuições da didática para a construção do escritor e do leitor.
A obra Para a realização dessa obra a autora reuniu textos que utilizaram como fontes livros, revistas, jornais, teses de doutorado, cartas, dissertações de mestrado, cadernos de pesquisa, caderno CRH, relatórios, entre outras.

PRINCIPAIS CONCEITOS:

Construção da identidade: “A identidade na é dado imutável. Nem externo, que possa ser adquirido. Mas é um processo de construção do sujeito historicamente situado”. (p. 18)

Práxis docente: “A prática docente, expressão do saber pedagógico, constitui-se numa fonte de desenvolvimento da teoria pedagógica”. (p. 47)

Concepção pedagógica e liberdade: “Já a concepção histórico-crítica,tem como visão de homem um ser produtor de si mesmo, um ser em transformação, um ser da práxis”. (p.77)

CONCLUSÕES:

Com a leitura da obra, conclui-se que os novos saberes sobre o processo identitário contribuem para a construção de saberes dos professores em sua prática. Assim, o trabalho do professor é uma prática social, e sua ação não deve ser limitada. A escola é um campo de luta para a transformação do individuo. Deve-se repensar a escola para além da transmissão do conhecimento, e também um ambiente que promove construção do ser. O caminho pedagógico deve ser buscado pelo professor em comunhão com os alunos. A escola é um espaço público, e  são nos espaços públicos que se organizam os sujeitos que participam da cidadania, enquanto que nos espaços privados os sujeitos são incapazes de escolher. O professor deve, frequentemente, supervisionar sua prática docente, pois o trabalho de supervisão deve aplicar princípios que possam levar a liberdade. O professor deve, sempre, buscar o conhecimento sistematizado, que tenha interação e movimente a ação histórica dos interlocutores no papel de escritores e leitores.

Palavras-chave: Educação, práxis, emancipação, professor/aluno.

Um comentário:

  1. Olá Ellen, eu estou precisando deste livro, será que existe a possibilidade de vc xerocar e me enviar algumas páginas dele, é claro se vc possuir o livro, eu preciso das páginas 36 a 60. Luciane

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