sexta-feira, 31 de maio de 2013

AS CIDADES

AS CIDADES
(Ellen Oliveira)

As Cidades silenciam os segredos,
as vergonhas e pobreza de sua gente.
As Cidades sussurram para avisar do perigo,
como fazem os ventos uivantes para avisar da chuva que se aproxima.
As Cidades falam,
com imensa sabedoria de uma avó que fala aos seus netinhos.
As Cidades riem das crianças inocentes que brincam e correm,
e fazem das ruas um parque de diversão.
As Cidades choram quando crianças e adultos,
tornam-se ameaças para cidades e cidadãos.
As Cidades sentem quando um pedaço é arrancado,
ou destruído, muitas vezes, pelos próprios cidadãos.
As Cidades testemunham crimes, pecados, violência...
tantos males, tanta miséria tanta corrupção...
As Cidades param quando lhes falta o capital.
As Cidades lembram-se dos acontecimentos alegres, tristes...
Porém marcantes, que estão registrados nos livros de histórias, literaturas...
As Cidades esquecem quando sua memória é apagada,
ou simplesmente, quando não registram os fatos.
As Cidades vivem quando, pelo menos,
uma vida persiste e luta pra existir...
As Cidades morrem quando o homem ou natureza as destroem.
Por isso sempre hão de comemorar,
ou, sempre hão de velar,
a vida e a morte das Cidades.

Ellen Oliveira, As Cidades. In, Rabiscos Poéticos, 1.ed.Florianópolis: Bookess Editora, 2013.

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